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terça-feira, 25 de setembro de 2012

The Girl With the Dragon Tattoo - Stieg Larsson

Olá pessoal, 
hoje vou fazer vários posts, sendo que o primeiro será sobre um livro que eu li recentemente: "The Girl With the Dragon Tattoo" do Stieg Larsson.
Bem, começarei dizendo que esse livro é extremamente forte. O tema principal e recorrente na trilogia Millennium, da qual The Girl With the Dragon Tattoo é o primeiro livro, é a violência contra a mulher. Não preciso nem explicar o por quê desse tema me chamar atenção, não é? Acho que todos nós como seres humanos temos que fazer nossa parte para que ninguém tenha que passar por uma experiência tão próxima da violência física e psicológica nem mesmo por um dia.
Dito isso, eu pesquisei um pouco sobre o autor antes de ler os livros, na verdade, vi a versão americana do filme ano passado e fiquei muito curiosa para ler o livro. 
O autor, Stieg Larsson, era sueco e quando era jovem viu uma garota que ele conhecia sendo vítima de agressões e violência sexual. Na época ele não falou nada para ninguém, e por isso, passou o resto da vida se sentindo culpado. Assim, ele escreveu os livros da trilogia pensando em falar sobre a violência contra a mulher para impedir que esse tipo de coisa continuasse acontecendo e conscientizar a população. O livro é dividido em quatro partes, sendo que cada parte é composta de capítulos menores. No começo de cada parte ele coloca uma estatística sobre a violência contra a mulher na Suécia. A personagem principal do livro, Lisbeth Salander, ele fez em homenagem à menina que ele conheceu. Ah, outra coisa que eu achei essencial é que na tradução em inglês eles mudaram o nome original do livro :"Män som hatar kvinnor", que seria literalmente: " Os homens que não amavam as mulheres". Outra coisa importante é que inicialmente Stieg Larsson ia escrever dez livros, mas ele morreu em 2004, e por isso só três livros foram publicados.

A história começa quando Mikael Blomkvist, um jornalista, é condenado por difamação ao  bilionário sueco Hans-Erik Wennerström. A pena dele é pagar uma indenização alta e cumprir uns meses numa prisão. O problema é que isso vai acabar com as economias dele e destruir a carreira e a revista da qual ele é sócio, a Millennium. Por isso ele será persuadido por Henrik Vanger, um velho industrial, a aceitar um trabalho free-lancer de investigação, e em troca, depois de um ano, ele receberia provas contra  Wennerström. 
Lisbeth Salander entra na história quando realiza uma pesquisa para Vanger avaliando Blomkvist. Ela trabalha fazendo investigações para pessoas e/ou empresas sobre outras pessoas e/ou empresas. Em um dado momento ela começa a ajudar Blomkist nas investigações. 
Mas o que esse Vanger tanto quer que eles investiguem? Acontece que nos anos 60 Harriet Vanger, a sobrinha neta de Henrik desapareceu, e isso nunca deixou de assombra-lo. Ela era como uma filha para Henrik, e ele suspeita que alguém na família tenha assassinado Harriet. 
A história contém muita crítica ao modelo econômico capitalista liberalizante, porque o autor é considerado um esquerdista, mas no livro ele dá a entender que é mais desenvolvimentista do que socialista. Ele também critica muito os partidos nazistas suecos e denuncia o aumento do neo-nazismo no país.
Não vou contar muito mais para não estragar a história, que é cheia de reviravoltas. Recomendo a leitura do livro antes do filme, porque o último (pelo menos na versão americana) mudou um pouco o final do livro...
Abaixo os pôsters das versões sueca e americana, respectivamente:




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